terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Neve no Japão cancela 700 voos e perturba tráfego em terra


Cerca de 700 voos domésticos foram cancelados e os tráfegos ferroviário e rodoviário foram muito comprometidos nesta segunda-feira na região de Tóquio e no nordeste do país devido a nevascas intensas, segundo a imprensa local.
Estas tempestades de neve causaram vários acidentes nas estradas e deixaram centenas de feridos.
Um manto de neve cobre com mais de dez centímetros a cidade de Yokohama, no subúrbio de Tóquio. Essa quantidade de neve não era vista em Yokohama desde 2001, segundo o canal
NHK.
Nick Ut/Associated Press
Passageiros descansam no chão do aeroporto internacional de Tóquio enquanto aguardam a retomada dos voos
Passageiros descansam no chão do aeroporto internacional de Tóquio enquanto aguardam a retomada dos voos
Na capital, a camada de neve atingiu 10 centímetros.
Cerca de 400 pessoas ficaram levemente feridas em acidentes causados pela nevasca.
A região nordeste do país, assolada pelo terremoto seguido de tsunami de 11 de março de 2011 e onde milhares de famílias ainda vivem em casas pré-fabricadas e provisórias, também é afetada pelas violentas nevascas.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/turismo/1214882-neve-no-japao-cancela-700-voos-e-perturba-trafego-em-terra.shtml

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Litoral sul de São Paulo é novo point de Ecoturismo no Brasil


O litoral Sul de São Paulo reserva para os turistas uma viagem agradável em meio a muita natureza e praias tranqüilas. A região compreende as cidades de MongaguáItanhaémPeruíbeIguapeIlha Comprida e Cananéia. Um dos grandes destaques é a Estação Ecológica Juréia-Itatins.
Com uma área de 80 hectares na Serra do Itatins, a reserva abriga espécies de Mata Atlântica e incríveis praias e cachoeiras. Dividido pelos municípios de Peruíbe, Iguape, Itariri e Miracatu, o local é ótimo para fazer trilhas e observar os animais nativos.
Em Monguaguá, é possível conferir outro recanto ecológico. O Poço das Antas possibilita um passeio completo com direito a quiosques, cachoeiras e piscinas naturais que divertem os amantes da natureza.
Seguindo para Itanhaém, a Praia do Sonho é uma boa opção, assim como a Praia dos Pescadores, que ficou famosa por ser o local onde foram gravadas cenas da novela Mulheres de Areia, da Rede Globo.
Já em Iguape, a Praia da Juréia é um lugar excelente para a pesca, prática do surfe e passeios de barco. Enquanto que a Praia do Viareggio, em Ilha Comprida, é boa para desfrutar de muita tranquilidade.
Quem gosta de pescar vai adorar conhecer Cananéia. O calçadão da praia, além de favorecer a pesca, é bom para passeios noturnos e relaxar ao som do mar.
Localizado em Mongaguá, o Poço das Antas possui uma área com cachoeiras e piscinas naturais que garantem um passeio refrescante
Localizado em Mongaguá, o Poço das Antas possui uma área com cachoeiras e piscinas naturais que garantem um passeio refrescante - Foto: Miguel Schincariol

Como chegar

De carro
Saindo de São Paulo, o acesso para Mongaguá é feito pelo Sistema Anchieta-Imigrantes e Rodovia Padre Manoel da Nóbrega e são necessários 88 Km e R$ 21,20 de pedágio. Para Itanhaém e Peruíbe, é necessário seguir pelo mesmo caminho, desembolsar o mesmo valor do pedágio e percorrer 112 Km e 140 Km, respectivamente.
Já para Iguape, pegue a Rodovia Regis Bittencourt, viaje 200 Km e pague R$ 3,60 de pedágio. Para chegar até a Ilha Comprida é preciso percorrer 212 Km, desembolsar R$ 5,40 de pedágio e seguir pela Rodovia Pref. Casimiro Teixeira depois da Rodovia Regis Bittencourt. E para Cananéia, distante 260 Km, é preciso entrar na Rodovia SP-226 e também desembolsar 5,40 de pedágio.
De ônibus
Em São Paulo, as viagens partem da Rodoviária do Jabaquara:
Mongaguá - ida: R$ 27,90; volta: R$ 25,80
Itanhaém - ida: R$ 31,80; volta: R$ 29,70
Peruíbe - ida: R$ 38,15; volta: R$ 36,05
Iguape - ida: R$ 51,90; volta: R$ 51,90
Ilha Comprida - ida: R$ 53,50; volta: R$ 53,50
Cananéia - ida: R$ 55,60; volta: R$ 55,60

Flórida vai além dos parques e compras

Único cinema de Little Havana, em Miami, tem filmes curiosos em cartaz
A expressão déjà vu, aquilo que dá a impressão de já ter sido visto, não se aplica a Miami nem a Orlando. Há sempre novos ângulos e caminhos a ser descobertos. E outros que mudaram radicalmente. Alguém já disse: “não vemos o que vemos; vemos o que somos”.

Logo no desembarque no aeroporto internacional de Miami é possível constatar mudanças: as instalações passaram por uma competente repaginada. A construção já era ampla, mas o conforto cresceu consideravelmente, com mais esteiras rolantes para o usuário. E o trenzinho MIA ganhou outra extensão até a área destinada às empresas que alugam veículos. Chegamos no dia da inauguração e houve alguma confusão com a falta de informações. Mas agora tudo já deve ter entrado nos trilhos.

Por outro lado, há certas coisas que não mudam. Após rodar alguns quilômetros paramos na Ocean Drive para constatar que o apelo segue sendo os edifícios no estilo art déco. O glamour dos anos 1920 está todo ali, nas fachadas de hotéis e restaurantes. Calor de 35 graus. Pouca roupa, praia a poucos metros. Mar calmo, com águas esverdeadas. Mesmo ao meio-dia, muita gente fazia o seu jogging habitual e jogava vôlei na areia.

Mas ninguém é de ferro. As lanchonetes e restaurantes ficam lotadas para o almoço. Para felicidade dos garçons que aprovam descaradamente as peças minúsculas que se sucedem por ali. Os coquetéis são enormes. Parece que foram ajeitados em minibaldes. Margaritas de morango, mojitos... É preciso efetivamente ser duro na queda. Fomos ao Sea Cafe, no 740 da Ocean Drive. A brasileira Camila, que mora há mais dez anos em Miami, e já fala português com sotaque, fez uma promoção. Dois drinques por 25 dólares. A paella custaria 60.

Em Little Havana, o tempo não passa. Na Calle Ocho, é possível provar um pouco da Cuba dos anos 1950. Lojas e mais lojas dos famosos charutos, os puros, estão emparelhadas. Os proprietários efetivamente acreditam nos produtos que oferecem. Aparecem a todo momento na porta dos estabelecimentos para sorver e liberar mais fumaça. Aposentados americanos e cubanos não estão nem aí para o embargo econômico. Ao menos quando disputam animadas partidas de dominó no Parque Maximo Gomez. O único e modesto cinema apresenta como novidade o filme Mentiras Piedosas. Mensagem subliminar para o regime de Fidel Castro?

Miami Beach vale uma incursão noturna. Opte pela Lincoln Road, onde tudo acontece. Vestidos curtos para as mulheres. Camisas justas para os homens. E lá vão eles para a decantada prática do footing, ou da azaração, como queiram.

Dê um tempinho da culinária americana e visite um restaurante especializado em receitas italianas. O Quattro Miami promete cozinha honesta, massas caseiras e bom preço. Água, vinho, couvert, salada caprese e um delicioso ravioli com tartufo, mais café, a 60 dólares por pessoa, com serviço e taxas incluídos. Promessa cumprida. Se preferir algo mais barato, vá ao Bayside Marketplace, onde há dezenas de opções entre bares e restaurantes. Preços mais baixos e a linda vista da baía totalmente gratuita.

Orlando é logo ali

A viagem segue para Orlando. Quatro horas e meia de estrada que foram cumpridas sem pressa e com diversas paradas estratégicas. O primeiro break foi em Fort Lauderdale, distante apenas meia hora de Miami. A paisagem muda radicalmente, com diversas marinas que circundam a entrada da cidade. As lanchas ancoram nas residências em Las Olas Boulevard. Ali, o que importa não são os cavalos de potência dos motores, mas sim os pés que definem a extensão dos iates.

Pobres mortais chegam à praia com bom humor e criatividade: bicicletas com reboques, carrinhos de golfe reestilizados e até ônibus inspirados em bondes. Na faixa de areia, bebidas alcoólicas são proibidas. Fiscalização sempre rigorosa. Para driblar o sol de 36 graus, com a merecida cervejinha, só mesmo nos bares em frente, a uns 20 metros. Arrisque uma incursão ao bar Dirty Blondes. Sim, o nome é exatamente esse. Good luck.
Alguns quilômetros depois encontramos Palm Beach. Aqui impera ainda mais sofisticação. As placas avisam sem deixar dúvidas. Trata-se de um paraíso para poucos. Mansões com o chamado pé na areia, a poucos metros da água verde-azulada. Tudo privativo, com restrições de acesso muito claras. Não se está aqui incentivando a desobediência civil. Mas querem saber? Observe o cenário emoldurado por palmeiras e, com o famoso jeitinho brasileiro, dê um mergulho nessas águas quentes. Se o sol nasceu para todos, esse marzão idem.

Em Orlando, tudo é distante e passa necessariamente por pistas largas, bem sinalizadas, de avenidas e estradas. Todo mundo já te alertou, mas lá vai outro reforço: preste bastante atenção com o caminho. Qualquer erro pode significar milhas e milhas até o próximo retorno. Nem os GPS ficam imunes a esse problema. Um dos principais points nas noites de sábado é a Church Street, no centro velho. Um calçadão só para pedestres, com um simpático trem que corta a rua, imprimindo mais charme. Os jovens de Orlando marcam presença e iniciam “os trabalhos” em alguns barzinhos descolados. Depois enfrentam a maratona de baladas na Dragon Room, Mako’s e Bliss.

Confira o Ceviche Tapas Bar & Restaurant, ali no número 125, com uma arquitetura espanhola sem falsos exageros. Os brasileiros ainda não descobriram sua gastronomia. Carta de vinhos e cervejas abrangente. Jamon serrano, tabla de quesos e o ceviche de la casa são opções atraentes. Dois tipos diferentes de tapas, mais a cerveja negra modelo, sobremesa e expresso custaram 60 dólares. A casa também se especializou em shows de flamenco, reservando área específica para quem, ainda pouco afeito ao sapateado, resolve pagar esse mico.

Foi estranho o começo de domingo, 11 de setembro, em Orlando. O país inteiro se preparara para relembrar os atentados às Torres Gêmeas, que vitimaram mais de 3 mil pessoas, em Nova York, há dez anos. Timidamente, os moradores apareceram em um dos parques mais importantes da cidade, o Eola. O assunto vocês podem imaginar qual era. Barack Obama em seu discurso escolheu um salmo da Bíblia no qual citou Deus e guerras. Ao que parece, os americanos deixaram de assimilar isso. A maioria ainda prefere um antigo presidente: Abraham Lincoln, que na Guerra da Secessão foi bem mais direto, ao dizer para uma mãe, que perdera cinco filhos nas batalhas: “Qualquer palavra pode ser fraca para falar sobre uma dor tão profunda”.

FONTE: http://viagemecia.uol.com.br/exterior/florida_miami_orlando_lado_b.html

Santos oferece várias opções de lazer para as férias


A chegada das férias de verão deixam as crianças e adolescentes ansiosos para brincar e se divertir. Em Santos não faltam alternativas para curtir os dias de folga. São diversas opções de museus e parques para manter a garotada longe da TV e dos computadores.
Quem quer andar de bicicleta, patins ou skate tem a Fonte do Sapo, na praia da Aparecida, como lugar ideal. O Parque Municipal Roberto Mário Santini, no emissário submarino, com mais de 42.000 m², também é um excelente ponto de encontro que conta com Museu do Surf, gibiteca, ciclovia, pista de skate e mesas para jogos. Outra atração é o Deck do Pescador (Ponta da Praia), onde pais e filhos podem testar suas habilidades em pescaria.
Se a ideia é curtir a natureza, na zona noroeste a opção é o Jardim Botânico Chico Mendes (Rua João Fraccaroli s/nº, tel. 3203-2905, Bom Retiro). Com entrada livre, fica aberto todos os dias, das 8h às 18h. O Engenho de São Jorge dos Erasmos (Rua Alan Cíber Pinto, 96, São Jorge, telefone 3203.3901) é o primeiro engenho de cana de açúcar da região.
Aquário e Orquidário
Os parques estão entre os mais visitados do Estado. Aberto de terça a sexta, das 9h às 17h45; e sábados, domingos e feriados, das 9h às 19h45, o Aquário (Praça Luiz La Scala s/nº, Ponta da Praia) preparou ampla programação gratuita. De 8 a 11 de janeiro, haverá atividades para crianças de cinco a oito anos.
De 15 a 18 de janeiro, as atividades destinam-se a quem tem entre 9 e 12 anos. Entre elas estão os cursos ‘Tubarões’, ‘Preservação do albatroz’ e ‘Conhecendo as conchas’, além da oficina de ‘Nós náuticos’ e da aula de stand up. Também serão projetados filmes, diariamente. Maiores de 13 anos e adultos têm programação especial no período de 22 a 25 de janeiro. Informações pelo telefone 3236.9996.
Já o Orquidário Municipal (Praça Washington s/nº, José Menino) recebe nesta quinta (3) e sexta (4), das 9h às 17h, inscrições para três cursos. Há 20 vagas para cada data e a inscrição será feita com cópia do RG ou da certidão de nascimento, além de uma lata de leite em pó, a ser destinada ao Fundo Social de Solidariedade.
Para o público de 9 a 11 anos, o parque preparou o curso ‘O ecocidadão-dormindo com os bichos’, nos dias 14, 15, 17 e 18 de janeiro, das 13h30 às 17h30 – os inscritos para o dia 16 entrarão às 17h, dormirão no Orquidário e sairão às 9h.
Também está prevista pernoite no dia 23, para os jovens de 12 a 15 anos inscritos no curso ‘Por um mundo sustentável – dormindo com os bichos’. O mesmo tema será abordado também nos dias 21, 22, 24 e 25.

O Museu do Mar (Rua República do Equador, 81, Ponta da Praia), possui o maior acervo de conchas do país e é uma ótima opção de entretenimento

O Museu do Mar (Rua República do Equador, 81, Ponta da Praia), possui o maior acervo de conchas do país e é uma ótima opção de entretenimento - Foto: Marcos Comune
Museus

O Museu do Mar (Rua República do Equador, 81, Ponta da Praia), possui o maior acervo de conchas do país e é uma ótima opção de entretenimento. Já o Museu Marítimo (Av. Governador Fernando Costa, 343, Ponta da Praia) possui réplicas de navios e bonecos vestidos de marinheiros. Ambos os estabelecimentos estão abertos diariamente, das 9h às 18h, com ingresso a R$ 10,00, mas no caso de visita aos dois, o valor passa a ser R$ 15,00 - crianças até 5 anos não pagam. O Museu de Pesca, também na Ponta da Praia, está fechado para reforma.
Outra dica de passeio é o Memorial das Conquistas do Santos FC, que reúne o acervo histórico e de conquistas do time. Fica na rua Princesa Isabel s/nº, Vila Belmiro, telefones 3257-4099 e 3257-4100. Funciona de terça a domingo, das 9h às 19h. Há visitas simples (R$ 6,00) e monitoradas (R$ 10,00) – crianças até seis anos e maiores de 60 não pagam.
Bonde turístico
Um passeio que agrada crianças e adultos é o da linha turística do bonde, pelo Centro Histórico. O itinerário tem 5 km e o veículo percorre 40 pontos de interesse cultural, arquitetônico e histórico. Os carros circulam de terça a domingo, das 11h às 17h. O ingresso custa R$ 5,00. Crianças até cinco anos são isentas e de 6 a 12 pagam 50%, desconto válido também para maiores de 60.


Aprenda a viajar pela Sicília sem colaborar com a máfia


Para um estrangeiro, não é raro que a imagem da Sicília esteja, invariavelmente, associada a organizações mafiosas. Quase sempre, pensar no sul da Itália significa evocar clichês como aqueles de mafiosos que, por exemplo, tornaram-se mitos cinematográficos. Basta lembrar que Vito Corleone, interpretado por Marlon Brando em "O Poderoso Chefão", foi considerado o melhor personagem de todos os tempos na história da sétima arte.
No entanto, quem vive realmente naquela região sabe que a Cosa Nostra, a poderosa máfia siciliana, é composta por homens de carne e osso, capazes de cometer atrocidades inimagináveis, e que muitos comerciantes e empresários locais são vítimas de um intimidatório esquema de extorsão. Muitos deles pagam regularmente uma espécie de propina às organizações criminosas para evitar que suas lojas e negócios sejam destruídos
Do ramo alimentar ao turismo, das licitações aos abastecimentos públicos, do setor imobiliário ao da construção civil, a presença das organizações mafiosas é cada vez mais acentuada; uma chaga social que condiciona, significativamente, a atividade econômica de um país inteiro.
Muitos preferem enfrentar cotidianamente tal realidade calando-se. Mas, por sorte, também são numerosos os jovens sicilianos que arregaçam as mangas, recusando-se a fazer parte dessa rede, com propostas diversas para dizer “não” à máfia.
Pizzo Free
Uma das maneiras de colaborar com quem acredita que existe uma Sicília saudável, disposta a colocar em risco a própria vida a favor da legalidade, é aderir ao chamado turismo ético.
Visitantes desavisados podem adorar os pratos servidos em uma típica trattoria palermitana, desconhecendo o fato que aquele estabelecimento paga uma “taxa” à máfia local em troca de proteção. Trata-se do chamado “pizzo”.
Portanto, se não quiser contribuir com uma economia paralela e, sobretudo, ilegal, comece a sua viagem pela Sicília informando-se sobre os locais que declararam não pagar propinas às organizações criminosas.
  • Na Sicília, jovens visitam Capaci, lugar no qual a máfia assassinou o juiz Giovanni Falcone
A agência Addiopizzo Travel, por exemplo, é uma das primeiras a organizar roteiros turísticos muito originais intitulados “pizzo free”. Administrada por três jovens, inicialmente a agência promovia unicamente roteiros de um dia a estudantes da região.
No entanto, em pouco tempo, o sucesso de Addiopizzo Travel superou as fronteiras italianas, e hoje a agência realiza não só roteiros que levam os turistas a lugares que tornaram-se símbolos da luta contra a máfia, como também passeios pelas belezas naturais e arquitetônicas sicilianas.
Desde a escolha do hotel, restaurante, até as redes de lojas sugeridas aos turistas para compras fazem parte de um circuito “pizzo free”. Assim, o visitante tem a garantia de conhecer a Sicília sem deixar nenhuma contribuição financeira para a máfia.
A idéia dos jovens sicilianos agradou tanto que algumas instituições apressaram-se em promovê-la. A embaixada alemã na Itália foi uma delas, porque apostou na tradução do guia elaborado pela agência, um documento no qual são citados mais de 450 comerciantes de Palermo que não pagam o pizzo.
Roteiro original
O clássico tour “pizzo free” criado pela agência dura sete dias e compreende um percurso com metas que unem o melhor da Sicília: arte, folclore, natureza, história e enogastronomia.
O primeiro dia de viagem inclui um passeio pela rodovia de Capaci, onde, em 23 de maio de 1992, aconteceu o episódio conhecido como  Strage di Capaci (Chacina de Capaci). Ali foram assassinados, em uma explosão, o juiz siciliano Giovanni Falcone, incansável inimigo da máfia, e a sua família. Em seguida, se visita o mar cristalino de Mondello e o Monte Pellegrino, de onde é possível admirar o belo panorama de Palermo.
  • A Casa della Memoria Peppino Impastato é dedicada ao jovem radialista Giuseppe Impastato, assassinado pela máfia por causa de suas críticas ferozes contra o crime organizado
No segundo dia, a viagem continua pelos pontos turísticos históricos da capital siciliana, como, por exemplo, a sua catedral, a capela Palatina e um passeio pelo bairro árabe.
Já o terceiro dia contempla excursões muito especiais. A primeira parada é em Portella della Ginestra, onde em maio de 1947 ocorreu um massacre de homens, mulheres e crianças. Eram quase todos camponeses e estavam reunidos em um comício pró-comunista. O lugar agora abriga um memorial ao aberto, com diversas escritas sobre pedras.
Dali, os grupos de turistas são acompanhados até a sede da TeleJato, uma web TV fundada em 1999 e especializada em divulgar notícias de denúncia contra o crime organizado.
Mais tarde, o roteiro inclui um encontro com o irmão de Peppino Impastato, radialista assassinado por suas denúncias contra as atividades da máfia siciliana, e uma visita à Casa Memória Felicia e Peppino Impastato.
O passeio continua, nos dias sucessivos, com visitas a alguns dos lugares mais belos da Sicília, como as praias de Cefalu, o castelo de Caccamo, construído no século 11, uma visita ao centro de documentação sobre as máfias e pelo centro de Palermo, visitando lugares como o famoso mercado de Ballarò, e reservando tempo para compras. Tudo acompanhado de refeições à base de pratos típicos.
Solidariedade às cooperativas
Quem preferir uma maneira mais direta de colaborar com os jovens sicilianos nessa luta contra a máfia pode participar de uma experiência alternativa: aproveitar o verão europeu para trabalhar, como voluntário, em uma das cooperativas agrícolas fundadas no sul da Itália para cultivar as terras que foram confiscadas dos chefes mafiosos.
Graças a uma campanha promovida pela associação Libera, em 1996 o governo italiano aprovou uma lei que estipulava que as propriedades confiscadas de criminosos poderiam ser destinadas a entidades ou cooperativas com caráter social.
  • Vincenzo Romano/Divulgação
    Estátua de Santa Rosália, padroeira de Palermo, que pode ser conhecida em um tour siciliano
Desde então, foram constituídas quatro cooperativas ligadas ao circuito Libera: Placido Rizzotto e Pio La Torre, na Sicília, Terre di Puglia, na região da Puglia, e Valle del Marro, na Calábria. Em breve, também serão inauguradas outras duas, denominadas Terre di don Peppe Diana, na região da Campania e na cidade de Catânia.
O objetivo dos jovens que anteriormente eram desempregados e agora administram as cooperativas é revitalizar as terras antes ilegais e muito castigadas, cultivando principalmente trigo e vinhedos. Apesar das intimidações e ameaças, graças aos esforços desses jovens, das terras que antes pertenciam as organizaçôes criminosas hoje se extraem produtos orgânicos de qualidade, como massa, conservas e vinhos revendidos em uma das principais cadeias de supermercados do país.
Um exemplo concreto do sucesso das cooperativas é a iniciativa da Placido Rizzotto e da Pio La Torre.
Juntas, as cooperativas produzem, em Corleone, o vinho com a marca Centopassi, o nome extraído de um filme do diretor  Marco Tullio Giordana sobre o assassinato do radialista Pepino Impastato. Isso porque cem passos era, de fato, a distância exata que separava a casa deste jovem da residência do chefe da máfia Gaetano Badalamenti.
Para mais informações:
Addiopizzo Travel: http://www.addiopizzotravel.it
Cooperativas:
Cooperativa Placido Rizzotto - Libera Terra
via Canepa 53 S.Giuseppe Jato (Pa).
Tel 091 8577655 Fax 091 8579541 - placidorizzotto@liberaterramediterraneo.it 
Cooperativa Pio La Torre - Libera Terra
via Piana degli Albanesi 84 S.Giuseppe Jato (Pa).
Tel 091 8577655 Fax 091 8579541 - piolatorre@liberaterramediterraneo.it
Cooperativa Valle del Marro - Libera terra
Via SS. 111 n.129 Gioia Tauro (Rc).
Tel 0966 505020 Fax 0966 504311 - info@valledelmarro.it 
Cooperativa Terre di Puglia
Vico dei Cantelmo, 1 - 72023 Mesagne (BR)
tel. 0831.735946 - fax 0831.736212 - info@liberaterrapuglia.it 
Para comprar os produtos  da coopertiva Pio la Torre em Roma:
Via dei Prefetti, 23, no centro da cidade.


FONTE: http://viagem.uol.com.br/ultnot/2013/01/10/sicilia-diz-nao-a-mafia.jhtm